Um dia eu sei que a inspiração vai me encontrar.
Um dia eu sei que o vento vai soprar ao meu favor.
Um dia eu sei que vou descobrir o que melhor sou.
Um dia eu sei que os meus amigos vou rever.
Um dia eu sei que todos vamos padecer.
Mas eu tenho certeza, que antes disso acontecer, eu vou ser a melhor metade de mim.
"A Vitória pertence a quem acredita por mais tempo"
Um blog criado para expor questionamentos ao sistema em toda sua complexidade, abordando temas relacionados a Psicologia, religião, inclusão social, cinema, literatura, etc.. e é claro, trazer sugestões sobre os mesmos. E como ninguém vai muito longe sozinho, vou contar com a colaboração de amigos preciosos, capacitados para exploração dos mais diversos temas correlacionados com o que já foi proposto. Vamos ao debate!!!
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
O Conceito Total Life
Hoje não precisamos sequer abrir o jornal para saber, pois as notícias sobre violência geralmente estampam a capa dos principais veículos de noticias impressos. Na TV, as chamadas que dão ibope são sobre os casos em evidência na justiça, os assaltos, a violência gratuita, como a do motorista em Porto Alegre – RS, que irritado com um grupo de ciclistas, acelerou o carro fazendo que seres humanos parecessem insetos voando por todos os lados.
Mas será que a violência pode diminuir? Será que as pessoas poderão ser mais tolerantes? Será que haverá o dia em que não nos preocuparemos em sermos vítimas de tais violências?
Talvez as respostas pudessem ser dadas pelos nossos governantes. Mas quem deu a resposta foram às construtoras. Isso mesmo, a indústria da construção civil vai lucrar com o problema da violência, nos proporcionando um empreendimento Total Life.
Pra quem não sabe o que significa esse termo, eu explico. Total Life é um novo conceito em moradia e negócios, onde em um único condomínio você vai ter um belo apartamento, com mais de trinta opções de lazer, shopping Center, e lojas de necessidades básicas. Além de um reforçado esquema de segurança.
É isso mesmo, vivemos em um sistema socioeconômico que não deixa nada e nem ninguém de fora, pois ao invés de investirmos em pressão ao governo em prol de uma melhoria na gestão de segurança pública, é mais fácil pegar a vida toda por conforto, segurança e diversão, não necessariamente nesta ordem.
E queridos, não se iludam! Pois por mais revoltante que isso seja, se você pudesse, ou puder, vai fechar negócio em um empreendimento Total Life. Pois como é complicado protestar trabalhando no mínimo oito horas por dia, e estudando ou gerindo uma casa, ou fazendo tudo isso ao mesmo tempo, é claro que o mais simples é aderir a tal solução.
Se eu já comprei um empreendimento Total Life? Óbvio que sim!
Pois a rua que eu brinquei na infância já não é mais tão segura, e sem que contar que ir ao banco pagar uma conta ou uma simples ida a padaria são incógnitas, uma vez que não sabemos se um bêbado vai furar o sinal, um assaltante vai resolver atirar, pois só sabemos ser inseguros e amedrontados perante a situação de total insegurança e medo.
Não estou pregando a fuga dos conflitos que nos atordoam, eu simplesmente estou dizendo que existe um sistema de segurança máxima, mas que não são para os bandidos, mas sim pra mim e você.
A banda O Rappa, canta um trecho em uma das suas canções que diz “que as grades do condomínio são pra trazer proteção, mas trazem a dúvida se é você que está nessa prisão”, e isso me reforça a dizer que já faz algumas gerações que o certo está perdendo espaço pra que é errado.
É claro que eu e minha noiva não confiamos apenas no total life. E é claro também que eu não estou feliz por me esconder pra ser tentar ser feliz. Mas se alguém tem uma idéia melhor, faça-a.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
O Real Interesse...
Pois bem, ontem à tarde eu me dispus a ajudar o meu pai em uma tarefa, precisa levar uns documentos dele em um município vizinho ao que nós moramos, ele é professor de matemática, e fora convocado para dar aulas em tal município.
Mas na execução desta ajuda ao meu pai, um senhor que aguardava para ser atendido pela superintendente resolveu puxar assunto comigo, perguntando se eu iria “pegar umas horinhas”, então expliquei que era apenas um favor ao meu pai, e ele insistiu na conversa, se apresentando como professor de Filosofia.
Então resolvi me expor a tal contingência, e falei sobre o curso de Psicologia que estou concluindo, revelei que as aulas de filosofia e literatura durante meu período escolar me direcionaram a tal escolha, e foi quando o assunto direcionou-se aos manifestos dos estudantes pela redução do preço da passagem, e sobre as manifestações populares no mundo islâmico.
Neste momento fui surpreendido com a seguinte afirmativa: “as pessoas tem que ter objetivo nesse tipo de manifestação, pois, os alunos que lideravam as manifestações há trinta anos, são os políticos alvos das manifestações de hoje, e eu era um daqueles jovens, mas não dei sequência na vida política, e hoje esses políticos estão ricos”.
Percebi na voz e na expressão do professor um ligeiro desapontamento por não ter ficado rico, sim, isso mesmo, não foi desapontamento pela controvérsia de alunos chegarem ao poder e se tornar alvos. Pensamentos automáticos de repulsa tomaram conta dos meus processamentos cerebrais.
E percebi que o real interesse de muitos é apenas o beneficio do poder. E me perguntei: “será que os egípcios queriam exercer cargos políticos ou queriam liberdade política em seu país?”
A cada dia de protesto nos países islâmicos, milhares de pessoas morrem em prol de suas ideias, morrem por acreditaram que seu país pode ficar livre dos regimes ditatórios.
Em nosso país, quando ocorre uma manifestação, a população que esta fora de tal manifesto muitas vezes demonstra total intolerância com o mesmo, muitas vezes sem nem procurar saber a razão do mesmo.
Quando um grupo de estudantes para o fluxo de uma avenida, ele não faz isso apenas por ele, ou pelo menos não deveria, mas faz pela diarista que gasta muitas vezes, mais de R$ 5,00 de transporte por dia, ou pelo pai que com um salário mínimo tem a vida dificultada pelos impostos.
Vivemos em país caro para sobreviver, não é barato comprar mantimentos, remédios, se deslocar, com o salário que temos em nosso país. Enquanto isso os deputados e senadores da república aumentam seus próprios salários em 60% sem problema algum, e se recusam a aumentar o salário do povo, ou a diminuírem os impostos cobrados, ou a simplesmente humanizar os atendimentos públicos.
Eu sou patriota, e um trecho do hino da independência mexe muito comigo:
Brava gente brasileira!
Longe vá, temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Longe vá, temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
E me pergunto, quando a minha pátria ficará livre dos que querem a política para o seu próprio beneficio? Quando as pessoas vão parar de temer expor sua indignação? Quando nós vamos parar de nos omitir diante os fatos de corrupção?
Quantos estão dispostos a enfrentar os fatos, e dar a vida pela pátria?
No Egito, que já foi à nação mais poderosa do mundo antigo, o povo depôs o seu último “Faraó”. Na Líbia pessoas estão morrendo todos os dias pela liberdade política de seu país. Na Grécia houve revolução. Na Tunísia, houve Vitória.
Mas enquanto aceitarmos do restante do mundo, e de nossos políticos, que somos terceiro mundo, e nos entregarmos a isso, continuaremos lutando contra o mosquito da dengue ao invés dos corruptos, continuaremos reclamando do ensino deficiente ao invés de protestar contra a anulação do estado em relação ao ensino, continuaremos morrendo em pronto-socorro por falta de atendimento, ao invés de ter saúde para lutar.
OU FICAR A PÁTRIA LIVRE, OU MORRER PELO BRASIL!!!
Mas só será verdade, quando deixarmos de ser MANSA, PASSIVA E INOFENCIVA, GENTE BRASILEIRA.
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