"O que te torna um homem, são suas resposabilidades, e o quanto você se dedica a elas. Agora a diferença de um homem livre para um preso, está na escolha de tais responsabilidades. (Samir Oliveira)
A frase acima me foi presenteada a algumas semanas atrás por um de meus melhores amigos, e tal mensagem veio em um momento de extrema angústia, e de uma crise existencial que me abateu por alguns longos dias. E o motivo de tal angústia? Simples, DINHEIRO!!!
Somos envoltos de um sistema que nos diz o que temos que sonhar, o que temos que vestir, o que temos comer, o que temos que ser. Hoje os pais mal olham para seu filhos, pois precisam dar-lhes um futuro melhor do que o seu presente, e tal comportamento é rapassado as próximas gerações, que em busca de melhores condições não se importam em estabelecer para si valores toscos, e por vezes cruéis.
Jovens casais passam mais tempo em busca de sucesso profissional e estatus financeiros para serem os pilares de suas relações, quando no lugar do importado o popular vem acalhar, que sequer fazem amor como nossos avós (em outra ocasião eu falarei da importância do sexo para as gerações anteriores a nossa).
Desde a Revolução Industrial, e posteriormente o crescimento do sistema econômico capitalista, a cultura das
nações vêm sofrendo alterações desenfredas, valores são adaptados a uma nova ordem econômica o tempo todo (quem veio primeiro? O Restart ou o estilo que eles adotaram?), com isso, comportamentos são adotados como estilo de vida por massas cada vez maiores.
E o que isso tem haver com viver uma vida bem vivida?
Creio que tudo gira em torno das escolhas que fazemos ao longo de nossa existência, nós escolhemos ser afetados ou não pelos sistemas que nos envolvem, nem sempre temos outras opções, mas sempre temos que nos render?
Nos tornamos células de um câncer. Alimentamos o sistema, o deixamos mais forte, nos frustramos, morremos, e ele continua.
Hoje, viver uma vida bem vivida pra mim, é não comprar nada no meu cartão de crédito, não ficar puto com meu tênis furado (e a falta de grana pra comprar outro), é estar satisfeito por ter saúde pra andar ao invés de ficar triste por não ter um carro, e muitas vezes se quer ter o dinheiro da condução, é dar um abraço ao invés de dar um presente caro.
Enfim, é saber que mesmo que a fase ruim passe, no outro dia ela pode voltar, e então vai ser mais importante o que eu faço do que fizeram de mim, e não a falta do DINHEIRO...
Caro Hércules, muito interessante seu texto. Concordo com você que o dinheiro às vezes nos causa muitos transtornos. Minha felicidade no momneto também é pagar todas as minhas contas, e de preferência com dinheiro que eu possa prover.
ResponderExcluirCom relação às escolhas, acho complicado essa pessoalização. dizer que a escolha é só sua é uma coisa muito complicada... nós somos muito do que o mundo fez de nós também. Não que as pessoas não devam ser responsabilizadas pelos seus atos, mas temos que ter cuidado, senão demonizamos as pessoas.
Sei que você entende e concorda com isso, mas tenho que escrever até para alertar os seus seguidores e leitores menos atentos.
Achei um bom texto. Leve e com um assunto deveras relevante.
Abraço!
Concordo em tudo com sua opinião, até mesmo após a releitura do texto pude perceber alguns deslizes em relação a minha forma de expressar ideias que eu construí na minha vivência com a Psicologia.
ResponderExcluirMas não quis corrigir, para até mesmo ter a oportunidade de continuar essa conversa em outros textos.
E sim, somos muito do que nos fizeram. E prometo me aprofundar nestas contigências mais adiante.
Hercules antes de mais nada gostaria de parabeniza-lo pelo seu blog e dizer que estou lisongeado que vc o inicie com uma frase que eu te falei. Concordo plenamente com as ideias postas nele, e eu acho que a forma de vc se epressar só torna ainda mais sincero o que vc quer dizer. Como assis disse, o assunto escolhas é deveras relevante, para quem faz um curso como o nosso não tem como desviar dele.
ResponderExcluirNão vai demorar até eu abordá-lo também no meu blog. Não deixe de visitá-lo. Abraço.
Hercules volte a postar, já estou com saudade das sua idéias.
ResponderExcluirEu também!
ResponderExcluirAs propagandas que levam ao consumismo faz com que as pessoas acreditem que :o mais "caro" ,o de "marca" e assim sucessivamente..são os ítens importantes de nossa vida.O dinheiro nos faz falta sim,afinal precisamos comer,beber ,nos cuidar e cuidar dos nossos;Isso não quer dizer que o dindin possa substituir um afeto, concordo com você embora algumas pessoas já se acostumaram a trocar amor por ser humano com maior capital.E quanto a valores familiares é triste o que vou escrever aqui de repente você possa até discordar ,mas,depois do BBB tenho pena das geraçoes vindouras.
ResponderExcluirVal Soeiro